Casa Sustentável

Tipo: Concurso

Local: São Paulo, SP

Ano: 2018

Equipe de projeto: Taíssa Rodrigues, 

Leandro Martins, Rafael Bastos

Status: Proposta - Menção Honrosa

No contexto do Plano de Sustentabilidade 2020 do CasaCor São Paulo, e alinhado com o tema “A Casa Viva” da mostra de 2018, o projeto do Estúdio do Casal Sustentável, elaborado para o concurso "Desafio Casa Sustentável CasaCor SP 2018", busca implementar soluções sustentáveis em uma construção já existente, parte integrante de um conjunto arquitetônico tombado, e portanto, com restrições de intervenções físicas.

 

O foco do projeto é a adoção de técnicas e soluções altamente adaptáveis, que possam servir de exemplos práticos e possíveis de serem replicados pelos visitantes da mostra em suas próprias residências, na busca por uma realidade mais sócio-ambientalmente responsável.

 

O espaço projetado se aproveita da estrutura já existente da casa para implantar a proposta de um sistema completo, porém simples, de gestão de recursos hídricos e energéticos. A casa está implantada de tal forma que sua orientação solar permite a instalação de painéis fotovoltaicos, com grande aproveitamento da insolação, na maior parte das águas do telhado. A escolha por painéis solares híbridos permite aproveitar tanto a energia luminosa para geração da energia elétrica que abastece a casa, como a energia térmica para aquecer a água do chuveiro e das torneiras, armazenada em um boiler dentro do forro, logo acima do banheiro.

 

Através de um sistema de filtragem natural, desenvolvido pelo escritório holandês Ooze Architects, e testado na prática em um modelo no Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro, a casa pode tratar todo o esgoto produzido pelos moradores. A água utilizada e o esgoto gerado são direcionados para uma fossa séptica de tamanho reduzido, que faz o tratamento primário. Depois, essa água primariamente tratada é conduzida a um segundo tanque, o Filtro Orgânico, também chamado de “constructed wetland”. O filtro é uma bacia rasa preenchida com substratos de areia e cascalho, e onde no topo é plantada vegetação que tolere condições saturadas, as chamadas “macrófitas”, comuns em leitos de rios.

 

Além de ser um processo natural de tratamento de esgoto (dispensando o caro e complexo sistema de tratamento das empresas públicas), totalmente sustentável, replicável em várias escalas e não emitir odores, o filtro se transforma em um jardim tropical, integrado ao paisagismo do ambiente. Além disso, respeita e restabelece o ciclo natural da água, devolvendo ao ambiente água limpa, que retorna sem gerar nenhum impacto negativo aos rios.

 

O jardim tropical ao redor da casa (no filtro orgânico e nos canteiros) e a horta orgânica, dialogam com a escolha das espécies típicas, que trazem mais vida para o interior do estúdio. Por todo o ambiente, as espécies aromáticas trazem os tons de verde e os perfumes característicos, sem precisar recorrer a aromatizadores artificiais, além de filtrarem o ar do espaço. Junto à pia da cozinha, um pequeno espaço de horta para temperos garante especiarias à mão na hora de cozinhar. Na entrada da casa, uma estrutura metálica possibilita a criação de um jardim vertical na fachada principal, fazendo a transição do quintal para o espaço interno como um grande portal verde.

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